quinta-feira, 19 de maio de 2011

AS MÃOS


Primeiramente comecemos com as religiões, que desempenham um aspecto importante neste artigo sobre as mãos.
     Na vida as mãos nos completam.
     Na “Seicho-no-iê” a mão esquerda (polo positivo)  e a mão direita (polo negativo) forma-se uma corrente biomagnética.
     No “Jurei”, os orientadores com as mãos justapostas curam as pessoas necessitadas.
     Com as mãos nós nos despedimos de alguém que parte.
     Quando nascemos, são as mãos abençoadas dos médicos que nos retiram do ventre materno.
     Ao morrer nossas mãos são cruzadas em nosso peito.
     Na formatura, recebemos recebemos nosso diploma com as mãos; na velhice a bengala se segura com as mãos.
     Com as mãos cerramos os olhos do ente querido.
     Com as mãos enxugamos uma lágrima,  pintamos, escrevemos e fazemos esculturas.
     Com as mesmas mãos oramos.
     Quando casamos, é com as mãos que assinamos o registro com nossos nomes.
     Com as mãos colhemos uma linda flor ou um saboroso fruto.
     Com as mãos acariciamos um animalzinho ou uma pessoa querida.
     Com as mãos temos um gesto de revolta ou de amor.
     E finalmente fomos abençoados com as mãos de Cristo.
     Conclusão: As mãos curam, e as mãos destroem. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

OUTONO

Autoria: Elisabeth
Ilustração: Roberto

É a estação mais linda do ano. Acontece quando as folhas amarelam e caem. Caem como os pássaros caem do ninho, quando ainda são filhotes.
Assim acontece com o idoso, que no outono da vida era como estas folhas que outrora eram verdes, mas que amarelam e caem depois de dar alegria e vida a muitas pessoas.
O outono é a estação em que os namorados passeiam à sombra das árvores que outrora foram tão senhoriais e agora estão tão murchas, assim como acontece no Central Park no filme “Outono em Nova York” com o ator Richard Gere. Como é belo o outono em Nova York !
O mesmo acontece com os idosos. Eles que já foram esbeltos, cheio de vitalidade, no outono da vida, já não são tão esbeltos assim.
Eles que permaneciam de pé imponentes, já estão alquebrados com cicatrizes marcados pela existência
Portanto, meus jovens, não sejam como as árvores que no outono murcham as flores e as folhas caem, e sim sejam como aqueles, que já perderam o viço e brilho mas que ainda permanecem em pé.

segunda-feira, 7 de março de 2011

FILHOS

Esta poesia, de sua autoria, Beth declamou no dia do aniversário surpresa do Rogerio. (6-3-11)

Filhos, vocês são o canto de uma cotovia, ou o rugido ensurdecedor de um leão?
Filhos, vocês são o orvalho da manhã, ou o frio de uma noite de inverno?
Filhos, vocês são a lágrima que aquece, ou a dôr que dilacera?
Filhos, vocês são a flôr que desabrocha, ou a flôr que esmaece?
Filhos, vocês são o sol que ilumina, ou a chuva que prateia a terra?
Filhos, vocês são como a primavera que florece, ou o inverno que enregela?
Filhos, vocês são a estrela que ilumina, ou a eclipse que cobre a lua?
Filhos, vocês são a seta que orienta, ou o ódio que corrói?
Filhos, vocês são a maior dádiva que uma mãe pode ter.

domingo, 6 de março de 2011

SER AVÓ

Numa de minhas noites de insônia, vem a inspiração novamente.
Minha querida neta, eis a resposta que você me pediu outro dia.
O que é ser avó?
Ser avó, é sofrer no paraíso duas vezes.
Ser avó, é ver o arco-iris depois da chuva.
Ser avó, é fazer tudo que não se fez quando se era mãe.
Ser avó, é amar, sofrer, deseducar, e educar outra vez.
Ser avó, é tentar ser mãe novamente, sem magoar seus pais.
Ser avó, é ser boa, é ser careta, antiga e moderna, tudo ao mesmo tempo.
Como é difícil ouvir o coraçãozinho de um neto e compreendê-lo. É quase impossível fazê-lo entender que estão errados quando pensam que estão certos.
Como é difícil e sofrido fazer um neto compreender o mal, que às vezes estão fazendo a seus pais, que só desejam a sua felicidade, e por isso sempre perdoa toda irreverência, toda incompreensão, todo desamor.
Ser avó, é perder noites de insônia pensando nos problemas de um neto adolescente e não poder fazer nada para ajudá-lo.
Ser avó, é ir contra tudo e contra todos.
Ser avó, é nascer, viver e depois morrer sempre pensando nos seus netos queridos.
Ser avó, é sofrer pensando num neto que está distante e só. É sofrer com a saudade que dizima seu insensato coração.
Este é o desabafo de uma avó que só cometeu um erro: amá-los demais, pois ser avó é ver e não enxergar. É ouvir e não escutar. É sentir um torpor em todo corpo, toda vez que um neto tiver um problema que ela não possa solucionar.
E o famoso ciumes? Como são ciumentos quando se fala algo para um, e não fala para outro.
Meus queridos, não sofram por ciumes. Pensem que os netos são como os dedos de uma mão: embora sejam diferentes um do outro, são igualmente amados.
Estou expondo a minha alma neste desabafo.
Amar é como uma torneirinha que abre e fecha a medida em que precisamos mais ou menos desse amor.
Esta é a resposta, minha neta, para o meu coração alegre, feliz e triste ao mesmo tempo

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

MENTES BRILHANTES


             

     Vocês já ouviram falar em mentes brilhantes?
     Mentes brilhantes são aquelas que brilham enquanto seus corpos fenecem.
Quantas pessoas na história, na ciência, etc. tem esse dom?
Bethoven era surdo. Contudo compunha belíssimas sinfonias.
Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa) com seu corpo disforme esculpia obras de arte que perduram até hoje.
Professor Stephen W. Hawking (na foto) é um físico
que apesar de estar paralisado numa cadeira de rodas, com quase todos seus movimentos tolhidos, sua mente continua trabalhando.
Enquanto o corpo enfraquece, a mente se fortalece.
     Quando uma pessoa tem uma deficiência física o seu sexto sentido se aguça.
     Portanto, não deve se deprimir e sim pensar positivamente que ainda pode ser muito útil a seus semelhantes, pois o futuro só a Deus pertence.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

DIA A DIA DE SUA MÃE




     Meus queridos filhos: 
     Eu os amo tanto que meu coração chega a doer. 
     O meu coração só bate ao compasso dos seus. Meus olhos choram, quando os seus olhos choram. Meus lábios sorriem, quando os seus lábios sorriem. Espero ansiosa a chegada de vocês e fico entristecida com a partida. Quando está chovendo penso: Será que estão abrigados da chuva? Quando está um dia ensolarado,penso: Será que estão ao abrigo do sol tão causticante?
     Meus filhos queridos:
     Fico angustiada com seus problemas.
     Muitos dizem: - ‘Você não deve viver a vida deles! Você deve viver a sua!’ E eu retruco: Como vou viver a minha vida, se a vida deles foi e sempre será a minha?
 Obrigada por vocês existirem.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

ENVELHECER COM DIGNIDADE





       O  que é envelhecer com dignidade ?
      Envelhecer com dignidade é ter dinheiro, é ter uma profissão digna ou é apenas ter o amor de seus filhos, netos e bisnetos?
      Analisemos cada caso um a um.
      Tomemos um exemplo qualquer:
      Uma senhora que teve vários filhos e os criou com o maior amor e desvelo.
      Dedicou sua vida, até que cada fio de seus cabelos branqueassem,e ficassem  igual a  prata de um riacho límpido.
      Um belo dia, ela foi internada por seus filhos numa casa de repouso, sendo que seu único desejo era ter o carinho e atenção de seus entes queridos.
      No fim de semana ,esperava ansiosa a visita de algum deles . Às vezes aparecia um ou outro, que vinha por obrigação, para
estar em paz consigo mesmo.
Assim viveu e morreu essa pobre senhora.
     Citemos um outro caso menos dramático:
     Daquele senhor que viveu para o seu trabalho a vida inteira.
     Os filhos até que foram bons; mas este homem trabalhou durante toda sua velhice até morrer. Acabou seus dias no quarto dos fundos da casa de sua única filha. Nunca se aposentou.
     E assim, poderia enumerar vários casos.
     Pobres, ricos, sòsinhos ou não, o idoso acaba sempre solitário, mesmo quando está rodeado da família.
     Espero que o leitor tenha entendido esta mensagem que estou passando. Dificilmente o idoso chega a velhice com sua cara metade, quando então sente muita solidão e acaba caindo em depressão.
     É raro acontecer o que vou lhes relatar:
     Um casal chegou se amparando um ao outro, ele aos 85 anos e ela aos 84, cercados do amor de toda sua família. Morreram com intervalo de 3 meses um do outro. Que felicidade! Todos queríamos que nosso fim fosse semelhante a esse, mas o nosso destino só a Deus pertence.
     Até agora só falei na parte afetiva, mas não podemos esquecer que existe o lado financeiro.
     O indivíduo se prepara a vida toda para progredir na sua profissão; uns conseguem, outros não.
      Uns se formam, outros mal conseguem terminar o ensino fundamental, mas todos tem o mesmo objetivo: se firmar profissionalmente.
É uma luta renhida. Depois da faculdade, o primeiro emprego, o segundo e daí por diante, até que ele chega à aposentadoria. E aqueles que morrem sem alcançar a tão desejada aposentadoria? Que decepção!
   Para aqueles que a conseguem começa o derradeiro round. Inicialmente a burocracia. Quanta papelada! É papelada que não acaba mais! Depois que conseguimos vencer essa parte burocrática vem o vazio que o aposentado sente: dias monótonos sem alento, sem uma expectativa de vida. Se esta pessoa não tiver condições financeiras para se manter só com o benefício da aposentadoria, tem que procurar outra fonte de renda ou corre o risco de entrar em depressão.
    Em resumo, essas pessoas só precisam de três coisas: AMAR, SER AMADO E SER RECONHECIDO.
    Infelizmente muito idoso chega a seu fim sem ter conseguido alcançar esses três itens por absoluta incompreensão de seus familiares.
      Estaremos nós proporcionando, ou tivemos proporcionado uma vida digna para nossos pais? Pensem sobre isso!